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Banco de Germoplasma

Um banco de germoplasma é constituído por coleções de material germinativo proveniente de diferentes taxa (espécies, subespécies ou variedades), que poderá ser desde embriões alojados em sementes, até qualquer órgão ou tecido que possua DNA do táxon armazenado. Neste sentido, um banco de germoplasma pode estar formado por sementes, espécimenes herborizados, culturas de tecidos ou qualquer outro material proveniente do táxon em causa e portador do seu DNA.

Esta condição que carateriza um banco de germoplasma faz destas coleções uma referência para a investigação e para a conservação, ao mesmo tempo que transforma estas em verdadeiros patrimónios históricos para a humanidade. As razões que explicam a importância dos bancos encontram-se na sua história. Os primeiros bancos de germoplasma foram criados por agricultores e coletores que, de modo tradicional, recolhiam e selecionavam as sementes de modo a garantir as melhores colheitas nos anos seguintes.

Rapidamente foram surgindo outro tipo de bancos, aqueles constituídos por coleções de plantas vivas, destinadas a dois fins básicos: por um lado uma finalidade medicinal, tendo sempre uma botica viva próxima, onde fosse possível obter os princípios ativos necessários para elaborar os medicamentos; por outro, poder mostrar às outras nações a grandiosidade dos países detentores destas coleções, criando jardins botânicos com as espécies procedentes dos países e continentes descobertos e invadidos.

Esta vontade criadora fez com que fosse igualmente necessária a existência de outro tipo de coleções germoplasmáticas, neste caso, as coleções herborizadas. Tornava-se fundamental reconhecer as plantas, especialmente para os médicos que deviam recolher os órgãos que proporcionassem as moléculas essenciais para remédios e curativos.

Com o passar dos séculos e os progressos da ciência e da tecnologia, novas formas de conservação germoplasmática foram surgindo. Culturas in vitro ou de tecidos juntaram-se a este desafio científico e conservacionista, aumentando assim a diversidade dos bancos. Hoje em dia, e com a ajuda de um leque tão diversificado de tipos de coleções germoplasmáticas, torna-se possível garantir a conservação de qualquer espécie, independentemente das suas formas de vida, procedências ou capacidades germinativas e regenerativas.

No Parque Boticas – Natureza e Biodiversidade existem dois tipos de bancos germoplasmáticos: um herbário e uma coleção de sementes. Em ambos os casos foram criadas as condições ambientais propícias para garantir a conservação dos espécimenes ou das sementes, criando um ambiente com humidade constante e, no caso das sementes, uma temperatura suficientemente baixa para impedir a sua germinação. Deste modo, é possível conservar um conjunto muito variado de taxas das serras ocidentais transmontanas, constituindo um contributo muito importante para a investigação e, ao mesmo tempo, uma garantia de conservação para processos de restauração de espécies ameaçadas de extinção.