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BIODIVERSIDADE  >  Fauna  >  Répteis



Répteis

No Parque Natureza e Biodiversidade de Boticas ocorrem 11 espécies de répteis pertencentes à ordem Squamata, abrangendo duas subordens: Sáurios (lagartos e lagartixas) e Ofídios (serpentes ou cobras), sendo uma das características diferenciadoras o número de filas de escamas presentes no ventre: várias filas nos Sáurios e uma única fila em Ofídios. Os sáurios apresentam membros locomotores (tetrápodes) mas existem formas ápodes. 

Os répteis apresentam um corpo e cauda alongados, cobertos por escamas, de origem epidérmica ou placas dérmicas ossificadas. A pele, seca, dura e escamosa, está constituída por células (cromatóforos e melanócitos) responsáveis pela coloração, recetoras de temperatura, pressão e tato, bem como algumas glândulas com funções diversas. A pele sofre mudas periódicas. 

Através da pele são realizadas importantes funções tais como termorregulação, proteção mecânica, mimetismo e capacidade de evitar dessecação, o que lhes permite uma grande independência do meio aquático e conquistar um grande número de biótopos. A termorregulação tem um papel central nas suas vidas, pois são animais ectotérmicos, sem capacidade para regular a temperatura corporal, ocupando-lhes uma parte significativa da sua atividade diária, que é principalmente diurna e restrita aos meses mais quentes. O mimetismo permite passar desapercebido perante um predador, se bem que as várias espécies utilizam táticas diferentes: como fugir, esconder-se, abrir a boca desafiantes, modificar a posição do corpo ou, ainda, nos sáurios, libertar a cauda (autotomia) que continua a movimentar-se distraindo assim as atenções.

Por sua vez, os répteis presentes no parque são predadores, consumindo desde pequenos invertebrados a outras espécies de anfíbios, mamíferos, ovos e outros répteis ou peixes, servindo-se da visão, olfato e audição. Algumas serpentes utilizam a inoculação de veneno para imobilizar as presas. Todas as espécies identificadas no Parque são áglifas (ausência de dentes inoculadores de veneno) pelo que não constituem perigo para o ser humano, com exceção da cobra rateira, que é opistoglifa (possui dentes inoculadores de veneno), mas que dificilmente consegue morder devido à posição dos mesmos.



FICHAS DE ESPÉCIES:


Cobra-de-água-viperina (Natrix maura)

Cobra-de-escada (Elaphe scalaris)

Cobra-de-pernas-tridáctila (Chalcides striatus)

Cobra-lisa-meridional (Coronella girondica)

Cobra-rateira (Malpolon monspessulanus)

Lagartixa-do-mato-comum (Psammodromus algirus)

Lagartixa-do-mato-ibérica (Psammodromus hispanicus)

Lagartixa-ibérica (Podarcis hispanica)

Lagarto-de-água (Lacerta schreiberi)

Licranço (Anguis fragilis)

Sardão (Lacerta lepida)